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		<title>días estranhos</title>
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		<description>CINCO ANOS BLOGUEANDO!
(if you've got a blacklist, I wanna be on it)</description>
		<dc:language>es-ES</dc:language>
		<dc:rights>Copyright Martin Pawley</dc:rights>
		<dc:publisher>Martin Pawley</dc:publisher>
  		<dc:creator>Martin Pawley</dc:creator>
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	<item rdf:about="http://pawley.blogalia.com//historias/57350">
		<title>Portugal visto por Tom Zé</title>
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		<description>A primeira coisa que me vem à cabeça quando penso em Portugal é a aviação. A TAP proporciounou-me uma das mais profundas emoções da minha vida: a visão do Tejo saíndo no Atlântico. Por isso o primeiro monumento que me ocorre quando penso en Portugal é o Tejo. Os meus avós saíram daquele buraquinho trazendo o destino para nós: oito séculos de cultura árabe, a cultura celta do século X, a poesia provençal, tanta coisa. Tudo isso define o Brasil. Ainda hoje, em Irará -uma pequena terra no sertão baiano, onde nasci, a 200 quilómetros de Salvador- tem uma dança chamada &quot;Chegança&quot;, em que se representa as vitórias sobre os mouros. Na origem esta era uma dança portuguesa, proibida por ser demasiado sensual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano passado escrevi um libro chamado &lt;i&gt;Salvador&lt;/i&gt;, sobre esa cidade. É um livro de fotos e eu fiz as legendas e escrevi um ensaio acerca de dois assuntos. O primeiro, a independência da Bahia, em 2 de Julho de 1823: o general mandou tocar a corneta para o avanço da cavalaria -e os portugueses debandaram. Só que não havia cavalaria, era truque. O segundo versava as meretrizes. Salvador nessa altura era habitado por muitos marinheiros. Na subida para a cidade alta, as prostitutas faziam uma espécie de fortaleza e obrigavam os marinheiros a passar por uma quarentena. Com isso salvaram Salvador das epidemias que vinham com os barcos e que depois se espalhavam por toda a população. Elas até as freiras salvaram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portugal esteve sempre presente na minha vida, só que durante algum tempo não tinha consciência da herança. Com o tempo fui-me apercebendo do alcance da influência portuguesa e há quatro anos, quando me convidaram para dar uma palestra, expliquei que Portugal foi muito injustiçado na questão do Tropicalismo -porque graças a Portugal a gente já estava preparada para uma cultura de fusão. Quando os Tropicalistas chegaram a São Paulo, identificámo-nos imediatamente com as novas tecnologias, as guitarras eléctricas, porque tínhamos sido educados na mestiçagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda agora, quando vou a Portugal, acho as pessoas muito parecidas com as pessoas da minha infancia: têm o mesmo tipo de facilidade em demonstrar carinho. E as ruas são semelhantes: Salvador tem os mesmos becos, as mesmas ladeiras, as mesmas calçadas. A seiva da cultura de toda a Bahia é muito portuguesa. Costumamos dizer que as janelas das casas do Largo do Pelourinho de Salvador são portuguesas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A alimentação do interior da Bahia é muito parecida com a de Portugal. Aliás, Irará é o Portugal de 1500. Costumo dizer que visitei o século XVI de Portugal, porque quando eu era pequeno, o homem da roça era português. Se lerem o romance &lt;i&gt;Grande Sertão&lt;/i&gt;, do escritor brasileiro Guimarães Rosa, descobrem ali a língua toda do homem da roça, que fala a língua das primeiras bandeiras portuguesas que chegaram à Bahia no século XVI. A língua da roça é muito mais ampla do que a língua escrita. Era a que se falava em Portugal no século XVI, fervilhando de aventura e ousadia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, quando não estou em Portugal, recordo o país acima de tudo pela literatura e pela poesia. Aqui no Brasil é muito divulgada a poesia do Fernando Pessoa. Há muito que conheço também o Sá de Miranda, o Alexandre Herculano, o Mário de Sá-Carneiro. E leio o António Lobo Antunes -que prefiro ao Saramago. É um génio. Gostei muito de conhecer o irmão dele e director da Culturgest, Miguel Lobo Antunes, um cavalheiro, muito culto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há momentos da história de Portugal que me fascinam desde sempre: a briga matricida do primeiro rei, D. Afonso Henriques, Inês de Castro... Mais recentemente tenho recordaçoes inesgotáveis de encontros com a Amália e com os Madredeus. Tenho é pena de só ter estado em Portugal pela primeira vez em 1998. Há um ano que não vou aí -que saudade de Portugal!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(Artigo de &lt;a href=http://www.tomze.com.br/&gt;Tom Zé&lt;/a&gt; para a revista &quot;Up&quot;, que se distribúe nos avións da &lt;a href=http://www.flytap.com&gt;TAP&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;</description>
	</item>

	<item rdf:about="http://pawley.blogalia.com//historias/57341">
		<title>O tubo de Rubens</title>
		<link>http://pawley.blogalia.com//historias/57341</link>
		<description>Onte celebrouse na Coruña o &lt;a href=http://amigoscc.org/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=52&amp;Itemid=2&gt;Día da Ciencia na Rúa&lt;/a&gt;, unha xornada festiva a prol da divulgación e o pensamento crítico organizada un ano máis, e xa van trece, pola &lt;a href=http://www.amigoscc.org&gt;Asociación de Amigos da Casa das Ciencias&lt;/a&gt;. Botei case todo o día na &lt;i&gt;jaima&lt;/i&gt; da &lt;a href=http://www.agrupacionio.com&gt;Agrupación Io&lt;/a&gt;, mais por suposto aproveitei para dar unha volta polo Parque de Santa Margarita e mirar o que se cocía noutras carpas, entre elas a do &lt;a href=http://www.micinn.es/mnct/&gt;Museo Nacional de Ciencia y Tecnología&lt;/a&gt;, que debutaba na nosa cidade amosando pezas da súa colección vencelladas coa orixe do cinema. Os protagonistas do Día da Ciencia na Rúa, en calquera caso, son os rapaces dos centros educativos, que dedican esforzo e tempo a preparar actividades e explicárnolas aos asistentes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Unha das cousas máis rechamantes este ano foi o &lt;a href=http://en.wikipedia.org/wiki/Rubens%27_Tube&gt;tubo de Rubens&lt;/a&gt; que trouxeron os alumnos do &lt;a href=http://centros.edu.aytolacoruna.es/maristas/&gt;Colexio Marista Cristo Rey&lt;/a&gt;. O experimento é tan sinxelo como impactante. Nun tubo longo facemos pequenos buratos aliñados, e tapámolo nos dous extremos; conectamos un deles cunha botella de gas que actuará como combustíbel, e polo outro colocamos unha membrana elástica que vibra sacudida polo son dun altofalante. Enchemos o tubo de gas e prendemos lume sobre os orificios como facemos nas cociñas de butano, de maneira que se forma un fío de pequenas lapas. Cando producimos unha vibración sonora no extremo do tubo, a onda viaxa polo seu interior e rebota ao chegar ao outro extremo. A onda que vai atópase coa que volve; a súa interferencia produce unha &lt;a href=http://en.wikipedia.org/wiki/Standing_wave&gt;onda estacionaria&lt;/a&gt; con puntos de máxima e mínima amplitude. Se o burato do tubo coincide cun punto de máxima presión, sairá máis gas por el e veremos unha chama máis intensa; pola contra, nas zonas de mínima presión a chama será máis pequena. Canto maior sexa a frecuencia do son que propagamos, menor será a súa lonxitude de onda e collerán máis máximos e mínimos dentro do tubo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/QTOIGzOR8yk&amp;hl=en&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/QTOIGzOR8yk&amp;hl=en&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se en vez de emitir unha única frecuencia o que poñemos é música, o tubo de Rubens convírtese nun ecualizador de enorme beleza e incríbeis posibilidades &lt;a href=http://www.alycesantoro.com/&gt;artísticas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/cootexkMmrY&amp;hl=en&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/cootexkMmrY&amp;hl=en&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;</description>
	</item>

	<item rdf:about="http://pawley.blogalia.com//historias/57294">
		<title>Palabras modernas</title>
		<link>http://pawley.blogalia.com//historias/57294</link>
		<description>Esta &lt;a href=http://oblogdospelachos.blogaliza.org/2008/05/04/linguas-francas/&gt;historia&lt;/a&gt; que conta &lt;a href=http://oblogdospelachos.blogaliza.org&gt;leco&lt;/a&gt; lembroume unha escena que vivín nun taxi hai cousa dunha semana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu: Olá! Lévame á rúa Fernando Macías?&lt;br /&gt;
Taxista: Calle Fernando Macías.&lt;br /&gt;
Eu: Rúa Fernando Macías.&lt;br /&gt;
Taxista: Calle Fernando Macías.&lt;br /&gt;
Eu: Rúa, rúa.&lt;br /&gt;
Taxista: Calle.&lt;br /&gt;
Eu: &quot;Calle&quot; diríao se falase en español, mais estou falando en galego e por iso digo &quot;Rúa&quot;.&lt;br /&gt;
Taxista: A mí esas cosas del gallego moderno no me van. &quot;Rúa&quot; será una de esas palabras modernas. Aquí siempre se dijo &quot;calle&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aínda non me atrevín a facelo nunca, mais heino de ensaiar a próxima vez que algún taxista me traduza a rúa, ou que algún camareiro convirta o leite do café en &lt;i&gt;leche&lt;/i&gt;: vou finxir que non comprendo ben o español á hora de pagar. &lt;i&gt;E canto me dixo que era? &quot;Uno con veinte&quot; Perdoe, é que eu iso non llo entendo! Deben de ser palabras modernas!&lt;/i&gt;</description>
	</item>

	<item rdf:about="http://pawley.blogalia.com//historias/57264">
		<title>Making Son</title>
		<link>http://pawley.blogalia.com//historias/57264</link>
		<description>Chegou hai pouco ás mellores pantallas &lt;a href=http://www.vimeo.com&gt;da rede&lt;/a&gt; a nova produción dos creadores de &lt;a href=http://video.google.es/videoplay?docid=-1990875795714920751&amp;q=nico+ies&gt;&lt;i&gt;Nico&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, a comedia &lt;i&gt;Making son&lt;/i&gt;, feita polos alumnos do IES Porto do Son coa participación do actor &lt;a href=http://www.imdb.com/name/nm1616623/&gt;Víctor Fábregas&lt;/a&gt;. O que dixen &lt;a href=http://pawley.blogalia.com/historias/46256&gt;o ano pasado&lt;/a&gt; vale igualmente para este: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;object type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;302&quot; data=&quot;http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=934277&amp;amp;server=www.vimeo.com&amp;amp;fullscreen=1&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&quot;&gt;	&lt;param name=&quot;quality&quot; value=&quot;best&quot; /&gt;	&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;	&lt;param name=&quot;scale&quot; value=&quot;showAll&quot; /&gt;	&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=934277&amp;amp;server=www.vimeo.com&amp;amp;fullscreen=1&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&quot; /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description>
	</item>

	<item rdf:about="http://pawley.blogalia.com//historias/57253">
		<title>Descoñecidos habituais</title>
		<link>http://pawley.blogalia.com//historias/57253</link>
		<description>Un clásico moi vivo e un contemporáneo algo salvaxe serán homenaxeados en setembro na edición número 56 do &lt;a href=http://www.sansebastianfestival.com&gt;Festival de Donostia&lt;/a&gt;, que contará ademais coa retrospectiva temática feita con máis &lt;a href=http://www.brns.com/welles/pages/welles1.html&gt;sentidiño&lt;/a&gt; da súa historia. Máis noticias, mañá venres 9 de maio, trala rolda de prensa no Teatro Victoria Eugenia na que se presentarán cartaces, contidos, retrospectivas, patrocinadores, etc. </description>
	</item>

	<item rdf:about="http://pawley.blogalia.com//historias/57197">
		<title>Rinocerontes na FNAC</title>
		<link>http://pawley.blogalia.com//historias/57197</link>
		<description>&lt;div align=center&gt;&lt;img src=http://farm4.static.flickr.com/3056/2469351598_5e3f742294.jpg&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O xoves 22 de maio ás 19:30 na FNAC da Coruña &lt;a href=http://www.axenciaaudiovisualgalega.org/public/index.php?seccion=oficinaproduccion/ficha_persona.php&amp;id_persona=1206&gt;José Manuel Sande&lt;/a&gt; e máis eu conversaremos sobre a obra de Ousmane Sembène, e por extensión sobre o cinema africano en xeral, coa escusa da publicación da novela &lt;a href=http://rinoceronte.es/catalogo/contemporanea/cont012.htm&gt;&lt;i&gt;O xiro postal&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, editada por &lt;a href=http://www.rinoceronte.es/&gt;Rinoceronte&lt;/a&gt;. </description>
	</item>

	<item rdf:about="http://pawley.blogalia.com//historias/57190">
		<title>Indielisboa 2008. Capítulo 5: Unhas fotos...</title>
		<link>http://pawley.blogalia.com//historias/57190</link>
		<description>O martes foi o día do cóctel de homenaxe a &lt;a href=http://www.imdb.com/name/nm0864775/&gt;Johnnie To&lt;/a&gt; a bordo do veleiro Príncipe Perfeito. Unha leve indisposición que aconsellaba un breve descanso impediu a asistencia do director hongkonés; debeu ser o único que faltou, porque alí no barco estaba todo o festival. Un paseo polo Tejo certamente inesquecíbel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;img src=http://farm3.static.flickr.com/2381/2465341369_6540dcb5b3.jpg align=center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=http://farm3.static.flickr.com/2143/2465341373_a2ccb2e85a.jpg&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=http://farm4.static.flickr.com/3184/2465341375_eb5c1dd8e9.jpg&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=http://farm3.static.flickr.com/2212/2465341377_9daf608b99.jpg&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=http://farm3.static.flickr.com/2237/2465341379_9b61c498f1.jpg&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;img src=http://farm4.static.flickr.com/3254/2465341383_880d1348c5.jpg&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era perto das nove cando chegamos de volta ao Cinema São Jorge, e eu tiña por diante dúas alternativas á mesma hora: achegarme á proxección de &lt;i&gt;&lt;a href=http://www.imdb.com/title/tt0491044/&gt;Sparrow&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; de Johnnie To, ou asistir ao encontro con &lt;a href=http://www.imdb.com/name/nm0346360/&gt;José Luis Guerín&lt;/a&gt; no Cabaret Maxime. Saco entrada para a primeira e entreteño a espera con Daniel e dúas amigas na pastelaria Bela Ipanema, con bifanas e imperiais de por medio. Eles van ver &lt;i&gt;Momma's Man&lt;/i&gt; de Azazel Jacbos, que comeza antes, e eu subo á sala 1 do São Jorge. Para a miña sorpresa alí está xa, agardando, o director Johnnie To. Achegueime a el con decisión e púxenlle diante o libro e a caneta; aquí fica, para a posteridade, o resultado do noso encontro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;img src=http://farm3.static.flickr.com/2420/2466844235_e2835187e9.jpg&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vexo media hora de &lt;i&gt;Sparrow&lt;/i&gt;, que non está nada mal, e marcho para pasar polo coloquio con Guerín e &lt;a href=http://www.imdb.com/name/nm1141295/&gt;Núria Esquerra&lt;/a&gt;. Guerín fala moito e ben, coma sempre, e se declara próximo ao cinema de &lt;a href=http://pawley.blogalia.com/historias/50915&gt;Pedro Costa&lt;/a&gt;. En breve deixarei aquí uns vídeos dese acto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;img src=http://farm4.static.flickr.com/3283/2466227502_1d0bbcfde5.jpg&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A noite remata no &lt;a href=http://www.musicboxlisboa.com/&gt;Musicbox&lt;/a&gt;, nun concerto-tributo a The Clash ao que acode moito persoal do Indielisboa. Marcho a iso das tres, pensando en facer algo de turismo o mércores pola mañá, poucas horas antes de coller o avión de regreso. As miñas ganas de volver á Coruña non chegan ao 1 nunha escala de 0 a 10. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por certo, o Grande Prémio de Longa-Metragem &amp;#8220;Cidade de Lisboa&amp;#8221; levouno un filme moi malo, &lt;i&gt;&lt;a href=http://pawley.blogalia.com/historias/57137&gt;Wonderful town&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Aquí teñen o &lt;a href=http://www.indielisboa.com/amit/pt/news.php?item.29&gt;palmarés completo&lt;/a&gt;.</description>
	</item>

	<item rdf:about="http://pawley.blogalia.com//historias/57180">
		<title>Indielisboa 2008. Interludio fedorento</title>
		<link>http://pawley.blogalia.com//historias/57180</link>
		<description>&lt;div align=center&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/-38rtU_xvpM&amp;hl=en&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/-38rtU_xvpM&amp;hl=en&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As imaxes máis repetidas nesta edición do Indielisboa foron os comerciais de &lt;a href=http://www.meo.pt/&gt;Meo&lt;/a&gt;, o servizo integrado de teléfono, televisión e Internet de &lt;a href=http://www.telecom.pt/InternetResource/PTSite/PT&gt;Portugal Telecom&lt;/a&gt;. Os anuncios están protagonizados por Tiago Dores, Miguel Góis, Ricardo de Araújo Pereira e Zé Diogo Quintela, os catro membros do grupo humorístico &lt;a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Gato_Fedorento&gt;Gato Fedorento&lt;/a&gt;, moi populares no país irmán grazas aos seus programas na &lt;a href=http://sicradical.aeiou.pt/&gt;SIC Radical&lt;/a&gt; e na &lt;a href=http://www.rtp.pt/&gt;RTP&lt;/a&gt;. Na orixe de todo isto houbo &lt;a href=http://gatofedorento.blogspot.com/&gt;un blog&lt;/a&gt;, un dos primeiros en lingua portuguesa de que tiven noticia, cuxo nome facía referencia á canción &lt;i&gt;Smelly cat&lt;/i&gt; que cantaba na serie &lt;i&gt;Friends&lt;/i&gt; o &lt;a href=http://en.wikipedia.org/wiki/Phoebe_Buffay&gt;personaxe interpretado por Lisa Kudrow&lt;/a&gt;. Non seguín apenas o seu labor televisivo, mais agora que temos Youtube é un bo momento para revisar o seu humor politicamente incorrecto, do que non se libra nin o primeiro ministro &lt;a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_S%C3%B3crates&gt;José Sócrates&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/ZlqNSR5XdYw&amp;hl=en&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/ZlqNSR5XdYw&amp;hl=en&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Moi razoábeis os seus consellos para aqueles que desexen dedicarse á política: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/YHyoClm-rOY&amp;hl=en&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/YHyoClm-rOY&amp;hl=en&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fronte o tópico do futebolista de capacidade expresiva moi limitada, o entrenador do Braga Manuel Machadês fala &lt;i&gt;português a mais&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/lB1chq-qfdE&amp;hl=en&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/lB1chq-qfdE&amp;hl=en&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Gato Fedorento súmase ao debate sobre a localización do futuro novo aeroporto de Lisboa. A solución: &lt;a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Bragan%C3%A7a_%28Portugal%29&gt;Bragança&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/82ZLjEkifBY&amp;hl=en&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/82ZLjEkifBY&amp;hl=en&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No especial de fin de ano &lt;i&gt;Diz que é uma espécie de Réveillon&lt;/i&gt; aprendéronos a facer unha boa entrevista en apenas oito leccións:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/452JbwcRqRc&amp;rel=0&amp;color1=0x2B5784&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/452JbwcRqRc&amp;rel=0&amp;color1=0x2B5784&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esa foi a súa última participación na RTP: Gato Fedorento volve no mes de outubro á SIC cun programa do que aínda non se coñecen detalles. Os fans -entre eles o irmán de &lt;a href=http://ouriceira.blogaliza.org/&gt;xabre&lt;/a&gt;- poden entreter a espera visitando a web &lt;a href=http://www.videosfedorentos.com/&gt;Vídeos fedorentos&lt;/a&gt;, que recolle unha morea de clipes do grupo. </description>
	</item>

	<item rdf:about="http://pawley.blogalia.com//historias/57165">
		<title>Indielisboa 2008. Capítulo 4: Raridades</title>
		<link>http://pawley.blogalia.com//historias/57165</link>
		<description>O luns enteiro pásoo no Fórum Lisboa. Vou ao &lt;i&gt;net-bar&lt;/i&gt; para mirar o correo e meter algo no blog, mais de súpeto acontece algo que me fai erguer os ollos do teclado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;img src=http://farm3.static.flickr.com/2142/2461662770_d983df9374.jpg&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Un dos &lt;a href=http://www.indielisboa.com/amit/pt/page.php?56&gt;heróis independentes&lt;/a&gt; desta edición, o hongkonés Johnnie To, chega á sala para atender unha entrevista para a televisión. Non hai moita xente, mais si grande expectación. Acórdome de &lt;a href=http://teleclube.net/author/granmimon/&gt;Grial&lt;/a&gt; e do seu &lt;a href=http://www.cinemasitges.com/es/index.php?a=edicion05&gt;libro&lt;/a&gt;, que trouxen a Lisboa coa esperanza de achar o momento de achegarme ao director e pedirlle que mo asine. Hoxe non é o día, desde logo. Johnnie To fala en chinés e baixiño, así que perdo axiña o interese pola entrevista e entretéñome en sacar algunhas fotos e vídeos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;img src=http://farm3.static.flickr.com/2272/2461662778_e51b7cfd53.jpg&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cando volvo aos meus deberes cibernéticos atopo a Eloy Enciso, e quedamos para &lt;i&gt;almoçar&lt;/i&gt; xuntos. Ao xantar tamén veñen &lt;a href=http://en.unifrance.org/directories/person/335997/eleonore-weber&gt;Eleonore Weber&lt;/a&gt;, que compite coa curta &lt;i&gt;Les hommes sans gravité&lt;/i&gt;, e Géraldine Gomez, programadora do &lt;a href=http://www.centrepompidou.fr/&gt;Centre Pompidou&lt;/a&gt;. Eloy e máis eu pasamos a tarde na videoteca, onde fican a dispor dos usuarios todos os filmes recibidos polo Festival, perto de tres mil entre curtas e longas (as listaxes por países que hai nos índices permítenche saber cales foron enviados e non seleccionados, cousa que proporciona ademais argumentos para o lercheo). A videoteca é unha boa maneira de optimizar o tempo e ver unha morea de películas en poucas horas. &lt;i&gt;&lt;a href=http://www.volkerschreiner.de/TA/Teaching.html&gt;Teaching the alphabet&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; é un bonito exercicio de montaxe feito por Volker Schreiner, que repasa o abecedario recuperando imaxes de filmes nos que aparecen explicitamente signos alfabéticos, ou que aluden a un concepto asociado a unha letra (o &quot;M&quot; de Marilyn ou o &quot;T&quot; de Tarzán). &lt;i&gt;&lt;a href=http://www.semiconductorfilms.com/root/Magnetic_Movie/Magnetic.htm&gt;Magnetic field&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; de Ruth Jarman e Joe Gerhardt xoga a facer visíbeis os campos magnéticos mediante animacións que repousan sobre imaxes reais dos laboratorios da NASA ne Berkeley, co acompañamento das voces dos científicos.  Fermosa e elegante é &lt;i&gt;&lt;a href=http://www.electriceelfilms.com/&gt;Silencio&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, do tailandés Sivaroj Kongsakul, que segue os pasos dun sonidista que persegue a ausencia de sons que descrebe o título. Do mesmo autor é &lt;i&gt;Always&lt;/i&gt;, unha curta delicada e algo dóce de máis sobre unha muller que padece alzheimer e o seu home, que a coida amorosamente e lle di que intente lembrar os nomes dos fillos cando fale con eles para que se poñan contentos. &lt;i&gt;&lt;a href=http://alhoxoxo.blogspot.com/2008/05/aqua.html&gt;Aqua&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; de Leonardo António é unha produción portuguesa de ambientación futurista moi ben valorada polo público local; a súa coidada estética non tapa o evidente desequilibrio entre intencións e resultados. Máis interesante é &lt;i&gt;A rua&lt;/i&gt; de José Filipe Costa, que explora o cambio de actitude nunha relación de parella motivado por un incidente puntual (un can que morde un cativo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arxentina &lt;i&gt;&lt;a href=http://www.youtube.com/watch?v=QD7o30L7LBM&gt;El asaltante&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; podería ter sido unha magnífica curtametraxe, mais o director, Pablo Fendrik, preferiu inchala para facer unha longa simplemente correcta. A acción desenvólvese ao longo dunha única mañá durante a cal o protagonista asalta un colexio para roubar cartos. A película vai tras del case en tempo real para retratar en primeirísimos planos a súa ansiedade diante dunha acción que necesariamente vai marcar a súa vida. O filme non chega a producir grandes satisfaccións, mais tampouco ofende. Moi fraca é porén &lt;i&gt;&lt;a href=http://www.indielisboa.com/amit/pt/page.php?163&gt;Terra sonâmbula&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, a adaptación que Teresa Prata fixo duns textos do moçambicano Mia Couto. Muidinga é un cativo que non lembra nada do seu pasado e vai polo mundo acompañado por Tahir, o home que o atopou. Nun país aínda devastado polas consecuencias da guerra, o neno atopa o diario dun mozo morto e comeza a súa lectura; a historia que nel se narra crúzase coa súa propia a través do relato dunha nai na procura do seu fillo. Coa textura naif dunha vella telenovela e as súas ocasionais viraxes cara o realismo máxico, &lt;i&gt;&lt;a href=http://www.youtube.com/watch?v=zro5Hwpw0yQ&gt;Terra sonâmbula&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; é un filme de inocente torpeza que exixe ser acollido con certa compaixón.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;The revue&lt;/i&gt; de Sergei Loznitsa era unha das &lt;a href=http://www.elamante.com/index.php?option=content&amp;task=view&amp;id=1492&gt;recomendacións&lt;/a&gt; da revista &lt;i&gt;El amante&lt;/i&gt; para o BAFICI. A película é unha montaxe de escenas de propaganda da URSS dos anos 50 e 60: os labores no agro, as fábricas, os trens, actuacións de coros e grupos de teatro, discursos políticos... escenas didácticas e moralizantes, con traballadores que lle dan grazas ao governo do camarada Kruschev por coidar tanto de todos, e que critican aos que especulan co pan. As súas imaxes están tan fermosas e resplandecentes coma o primeiro día, mais o conxunto é un chisco desvaído, de valores esencialmente arqueolóxicos. O pasado, xa saben. The past. The past. Into the past.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/YVl5Bnj_EO8&amp;hl=en&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/YVl5Bnj_EO8&amp;hl=en&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É difícil non caer rendido diante da obra do canadiano Guy Maddin, director que adoita someternos a un frenético carrusel de imaxes de ecos expresionistas. E cando digo o de &quot;caer rendido&quot;, falo tanto de admiración como de esgotamento, pois se ben as súas películas son visualmente fascinantes tamén é certo que hai que facer un enorme esforzo para seguir as súas tramas delirantes e caóticas, inzadas de referencias que en moitos casos parecen tratarse de simples chiscadelas privadas. Marabíllanme algunhas curtametraxes de Guy Maddin -&lt;a href=http://www.youtube.com/watch?v=4DWmrWfPTmI&gt;&lt;i&gt;The heart of the world&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, por exemplo- mais perdo inexorabelmente o interese cos seus filmes de maior duración. Pasoume con &lt;i&gt;&lt;a href=http://www.imdb.com/title/tt0366996/&gt;The saddest music in the world&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; e con &lt;i&gt;&lt;a href=http://www.imdb.com/title/tt0293113/&gt;Dracula: pages from a virgin's diary&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, e agora no Indielisboa con &lt;i&gt;&lt;a href=http://www.imdb.com/title/tt0443455/&gt;Brand upon the brain!&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; e coa máis recente &lt;i&gt;&lt;a href=http://www.imdb.com/title/tt1093842/&gt;My Winnipeg&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, documental que mestura recordos persoais e reconstrucións bizarras do tipo &quot;que pasaría se os nazis invadiran Winnipeg&quot;. A protagonista da mítica &lt;a href=http://www.imdb.com/title/tt0037638/&gt;&lt;i&gt;Detour&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, Ann Savage, interpreta á nai do cineasta: a representación da figura materna no cinema de Guy Maddin merece un completo estudo psicoanalítico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes da proxección de &lt;i&gt;Brand upon the brain!&lt;/i&gt;, Jody Shapiro, produtor e amigo de Maddin e este ano membro do xuri internacional, presentou algunhas das pezas que forman &lt;i&gt;&lt;a href=http://www.sundancechannel.com/greenporno&gt;Green porno&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, que codirixe con Isabella Rossellini para o Sundance Channel. Trátase dunha serie de (micro)filmes de apenas un minuto de duración inspirados nas prácticas sexuais de diversos insectos e bechos; a pantalla natural para eles é a dun teléfono móbil, aínda que debo recoñecer que teñen certa graza se un é capaz de superar o impacto de ver disfrazada de verme á filla de Ingrid Bergman e Roberto Rossellini. </description>
	</item>

	<item rdf:about="http://pawley.blogalia.com//historias/57137">
		<title>Indielisboa 2008. Capítulo 3: Nada máis que pó</title>
		<link>http://pawley.blogalia.com//historias/57137</link>
		<description>Nas case dúas horas que temos libres trala proxección de &lt;i&gt;Profit motive...&lt;/i&gt; Daniel e máis eu subimos ao mirador de São Pedro de Alcántara, no Bairro Alto. Ao saír de &lt;i&gt;Killer of sheep&lt;/i&gt; apañamos un dos buses que durante o festival fan de balde o traxecto entre o Cinema São Jorge e o Fórum Lisboa; el queda mercando unhas entradas para o domingo e eu marcho coa intención de deixar na &lt;i&gt;pensão&lt;/i&gt; a mochila antes de ir ao pase de &lt;a href=http://www.imdb.com/title/tt0475984/&gt;&lt;i&gt;Mister Lonely&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;. A miña disposición a favor de Harmony Korine é tan pequena que camiño do metro de Areeiro vou remoendo outras alternativas, e niso é que aparece o Daniel coas compras feitas e convidándome a cear na súa casa. Adeus, Harmony Korine: abándonoo por un prato de arroz con verduras salteadas e carne, un &lt;i&gt;jantar&lt;/i&gt; caseiro que sabe a gloria. De palique até a medianoite, o plan logo é pasar polo &lt;a href=http://www.cabaret-maxime.com/home.html&gt;Cabaret Maxime&lt;/a&gt;, centro de &lt;i&gt;convivio&lt;/i&gt; festivaleiro. O Maxime era un cabaret de luxo polo que pasaban as maiores fortunas portuguesas, mais cando os seus tempos de esplendor remataron o lugar acabou caendo no submundo da prostitución. Manuel João Vieira, vocalista das bandas portuguesas Ena Pá 2000 e Irmãos Catita (e case &lt;a href=http://www.vieira2006.com/&gt;candidato&lt;/a&gt; á presidencia da república), puxo empeño alá polo ano 2000 na recuperación do local, para o que procurou unha estética que evoca a Fellini e David Lynch con &lt;a href=http://cabaret-maxime.tv/&gt;resultados&lt;/a&gt; &lt;a href=http://www.myspace.com/clubmaxime&gt;magníficos&lt;/a&gt;. Alí tocou o sábado &lt;a href=http://merzbau.blogspot.com/2005/06/parecem-pezinhos-quentes.html&gt;Abztract Sir Q&lt;/a&gt;; despois do seu sorprendente e ruidoso concerto intentamos ir para o São Jorge (mais está pechado) e logo para o &lt;a href=http://www.hcp.pt/calendariogeral.asp&gt;Hot Clube&lt;/a&gt; (mais tamén está pechado), así que a mellor opción é voltar ao Maxime. Na porta atopamos a &lt;a href=http://muestradepompa.blogspot.com/&gt;Catarina Simao&lt;/a&gt; e a Eloy Enciso, cuxo filme &lt;a href=http://www.axenciaaudiovisualgalega.org/public/index.php?seccion=oficinaproduccion/ficha_proyecto.php&amp;id_proyecto=130&gt;&lt;i&gt;Picnic&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; participa no Indielisboa dentro da sección &lt;i&gt;Laboratorio&lt;/i&gt;. Ficamos alí dentro até a hora do peche e acabo chegando ao &lt;i&gt;quarto&lt;/i&gt; ben pasadas as catro. Co cansazo acumulado despois de varios días durmindo menos do aconsellábel, fago votos por erguerme relativamente cedo o domingo, mais o corpo aconsella estirar a sesión de almofada cara ao mediodía. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/8geqod9gnSY&amp;hl=en&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;transparent&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/8geqod9gnSY&amp;hl=en&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tarde pásoa no Cinema Sao Jorge. A primeira hora, &lt;a href=http://www.imdb.com/name/nm0084478/&gt;&lt;i&gt;Staub&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; de Hartmut Bitomsky, un documental (científico) sobre o pó que para min, Gianvito á parte, é o mellor visto no Indie este ano. O pó é o obxecto máis pequeno que pode rexistrar un filme e ocupa os recunchos máis inaccesíbeis das nosas vidas. Pelexamos contra el inutilmente nas casas, sabedores de que por moito que nos esforcemos o pó seguirá presente: podemos minimizar a súa presenza, mais sempre ficará o seu rastro. Existir é sementar pó a cada paso. Métese nos laboratorios e pégase ás obras de arte nos museos; prodúcese nas fábricas, e tamén nas guerras. Provoca enfermidades, ás veces &lt;a href=http://en.wikipedia.org/wiki/Asbestos#Health_issues&gt;severas&lt;/a&gt;, mais tamén fai posíbel a &lt;a href=http://en.wikipedia.org/wiki/Cloud_condensation_nuclei&gt;condensación das gotas&lt;/a&gt; de auga nas nubes, e da súa &lt;a href=http://en.wikipedia.org/wiki/Cosmic_dust&gt;agregación&lt;/a&gt; fórmanse os planetas e as estrelas. Tan desapaixonada como apaixonante, a película de Bitomsky é intensamente impersoal, rigorosa e densa, mais tamén suxestiva e profunda, metafórica e elocuente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=http://www.imdb.com/title/tt1135992/&gt;&lt;i&gt;Wonderful town&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; do tailandés Aditya Assarat foi unha das sensacións o ano pasado no &lt;a href=http://www.piff.org/eng/html/archive/01_12_01.asp&gt;Festival de Pusan&lt;/a&gt;, e iso abriulle as portas primeiro do de Rotterdam e Las Palmas, nos que foi premiado, e logo as do BAFICI e Lisboa. Ambientado nunha vila estragada polo &lt;a href=http://en.wikipedia.org/wiki/2004_Indian_Ocean_earthquake&gt;colosal tsunami&lt;/a&gt; de decembro de 2004, &lt;i&gt;Wonderful town&lt;/i&gt; conta a historia de amor entre un arquitecto que participa na reconstrución dun &lt;i&gt;resort&lt;/i&gt; de vacacións e a moza da pensión na que se hospeda. Esteticista e repousado, o filme non pasa de ser un decepcionante e indixesto pasteliño con final infeliz cuxo éxito internacional só se xustifica por ese apego polo exotismo que aínda domina as programacións das mostras de cinema en Occidente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bastante peor é &lt;i&gt;&lt;a href=http://www.imdb.com/title/tt1045670/&gt;Happy-go-lucky&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, espantosa comedia de Mike Leigh cunha insoportábel mestra de infantil empeñada en facerlle a vida máis feliz a todo o mundo. Sally Hawkins foi premiada en Berlín por encarnar a esa muller cargante que nunca perde o sorriso e confunde o optimismo coa inconsciencia. O filme provocou moitas gargalladas; eu o máis que sentín foi vergoña allea, nomeadamente nas ridículas escenas das aulas de flamenco.</description>
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